acontece

Segmentação em compras coletivas
Segmentação em compras coletivas
01/02/2012

Quando os colegas Pedro Casarin e Gabrielle Neto resolveram criar um site de compras coletivas, em maio de 2010, o mercado ainda era novo no Brasil e a segmentação em compras coletivas ainda não era uma tendência. Eles haviam conhecido o modelo de negócios em viagens a outros países, e o Peixe Urbano e os primeiros exemplos do gênero acabavam de chegar por aqui. Após quatro meses de preparação e pesquisas de mercado, lançaram seu site, o Tripular, em outubro. Àquela altura, as estimativas já apontavam para mais de 30 sites de compras coletivas. Até o final do ano, eram 400 e, hoje, já passam os 2.000.

A sorte é que os empresários – ambos são publicitários; Casarin tem 26 anos, e Neto, 27 – souberam se reinventar a tempo. “Se continuássemos com a mesma proposta, estaríamos hoje concorrendo com todos os outros e teríamos bem menos receita”, afirma Casarin. O resultado foi um site de compras coletivas especializado em ofertas apenas de turismo, um mercado até então inexplorado. O caminho da segmentação em compras coletivas estava aberto.

O Tripular nasceu em um formato bem parecido com o que os atuais líderes Groupon, Peixe Urbano e ClickOn já popularizaram: oferecer descontos agressivos para serviços e produtos das mais diferentes áreas. Tudo começou a mudar em novembro, quando ofereceram a promoção de um cruzeiro pela companhia Royal Caribbean. O máximo de cupons calculado pela companhia para a promoção, o equivalente a 200 cabines, foi esgotado em menos de quatro horas.

Dali para a frente, as próprias empresas de turismo começaram a procurar o site, e a segmentação foi quase natural. “Nosso nome, Tripular, já tinha a ver com viagens, e até o nosso slogan, ‘seu navio de ofertas’, tinha também!”, diz Casarin. O Tripular possui hoje 2 milhões de usuários e está em 11º entre os mais acessados.

A segmentação em compras coletivas é tendência

Seja pela estratégia ou não, o site deu certo. Possui hoje cerca de 2 milhões de usuários e cresce a um ritmo de 30% ao mês, algo entre 5 mil e 10 mil novos cadastros por dia. O volume lhe garante a 11a posição entre os 2 mil site existentes.

O grande trunfo, no entanto, não está no volume de visitas, mas principalmente na escolha de um segmento em que os valores dos cupons são maiores, e, portanto, a rentabilidade também. “Nosso público está disposto a pagar mais, e as empresas nos procuram já sabendo disso”, explica Casarin. São promoções que vão desde pousadas no litoral, de R$ 500 por R$ 200, até cruzeiros ou temporadas na Europa, de R$ 3.000 por R$ 1.000, por exemplo. “Se não tivéssemos feito essa segmentação, nossa receita certamente seria menor. Estaríamos brigando com todos os outros sites de compras coletivas em busca de volume. Mas eu não preciso vender 10 mil cupons de um jantar que irá custar R$ 20 ou R$ 30. Eu posso vender apenas 200 de um cruzeiro que custou R$ 1.000.”

A um mês de completar seu primeiro ano e depois de descobrir que a segmentação em compras coletivas é o caminho, o Tripular planeja agora se transformar em um grande portal de turismo. Além das promoções, Casarin e Neto irão abrir também páginas com informações sobre hotéis, passagens aéreas e aluguel de carros, entre outros, além de mecanismos que permitam já fazer o agendamento ou a compra de cada um deles diretamente no site. “Queremos nos consolidar como um portal de referência na área”, diz o publicitário.

De quebra, o reconhecimento garantido pela segmentação do Tripular rendeu a volta à ideia original também: em junho, lançaram em paralelo o Alertados, outro site de compras coletivas em que colocam as promoções das demais áreas. “Foi uma forma de não perdermos os parceiros com os quais já vínhamos trabalhando no começo”, diz Casarin. Com um pouco menos de fluxo, este fica hoje entre a 20a e 23a posição da lista de mais visitados (as posições flutuam diariamente). “Em uma lista com quase 2 mil sites, está bom, não?”, diz o sócio.

Fonte: PEGN

1
2
Próxima

Oque você procura?