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Os motivos da escolha
Os motivos da escolha
31/01/2012

Sua empresa desperta o desejo do consumidor? E quais dos cinco sentidos ela instiga nos clientes?

Ao conceber uma marca é recomendável, para Martin Lindstrom, unir os aspectos práticos e objetivos aos aspectos emocionais e sensoriais. Mais do que um produto, o especialista pioneiro em neurociência e branding acredita que os clientes estão em busca de experiências cognitivas que agreguem valor emocional à sua vida.

Lindstrom, que esteve presente na HSM ExpoManagement 2011, citou como exemplo de projeto de sucesso que unifica a experiência prática à experiência sensorial presente nos filmes de Alfred Hitchcock.

O diretor de filmes como Psicose e Pássaros utilizava, na concepção dessas produções, dois roteiros, um verde e um azul. O azul era o prático, em que constavam as diretrizes para posicionamento dos atores e os componentes de cena. Já o verde era composto de todos os aspectos emocionais que deveriam ser abordados na filmagem. Ou seja, o suspense, os sustos, as músicas, as cores.

Essa fórmula do cineasta, assegura Lindstrom, pode e deve ser aplicada às marcas e aos produtos, pois a associação de sentidos – quantos mais melhor – ao processo de marketing potencializa a forma como sua empresa será aceita e vivenciada pelos clientes.

A percepção das pessoas para esse tipo de recurso é tão sutil que, segundo o palestrante, foi utilizada num banco colombiano. Nessa situação, a associação de aromas e sons fez com que os clientes tivessem a sensação de que esperaram o atendimento por menos tempo do que o realmente aferido.

Você já parou para pensar na capacidade que uma marca tem de estar presente na memória inconsciente das pessoas devido ao uso de elementos sensoriais? Este é o aspecto emocional, intangível, que pesa mais na decisão dos clientes potenciais. Afinal, de acordo com uma pesquisa citada por Lindstrom, foi revelado que a decisão de compra é tomada dentro de um intervalo de apenas quatro segundos.

Tempo insuficiente, portanto, para que a decisão seja baseada em critérios técnicos ou de qualidade. É a sensação quem domina esse momento, obedecendo ao fato de que 85% das atividades cotidianas das pessoas são pautadas pelo lado subjetivo e inconsciente do cérebro.

Fonte: Portal HSM

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